#18 Identidade Reformada

9 de fevereiro de 2015

De tempos em tempos, experimentamos, no meio da igreja cristã evangélica, ciclos (ou modas). Assim dizemos, porque percebemos que velhas ideias constantemente vêm à tona como novas roupagens. No início dos anos 2000, o mercado gospel se expandiu e criou uma teologia que se disseminou em todo o território brasileiro, sob a pecha de um novo avivamento. Muitas denominações, apóstolos, ministros e levitas surgiram e disseminaram seus atos proféticos, danças, unções etc. No entanto, o resultado dessa onda foi uma legião de feridos e decepcionados, ao que se iniciou movimentos em contraposição, como o dos desigrejados e dos neoreformadores. É para tratar desta identidade reformada, cada vez mais confusa. Para tratar do tema, os cabras Heder Judson, Ivandro Menezes e Leopoldo Teixeira convocaram a cabruêra para num papo com o Prof. Leonardo Paulino (Seminário da Missão Juvep) e com Tiago Souza (Vila da Graça)! Vamos nessa!

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Créditos

A edição ficou por conta de Ivandro Menezes.
A vitrine deste episódio é de Rafa Souza.
O tema de abertura é a música Cangaço da banda paraibana Cabruêra.

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23 comments on “#18 Identidade Reformada

  1. Caio Scholze fev 9, 2015

    O episodio já valeu só por conta da trilha sonora!
    Prumo é o que há!

  2. Caio Scholze fev 9, 2015

    Star Wars! ISSO AEW!
    Ivandro, quero fazer uma visita no Los Pollos Hermanos, me apresenta o Gustavo! Haha.
    Sobre o livro sobre o Edwards que foi citado, eu tenho ele, me decepcionei MUITO com ele. Edwards se mostra um verdadeiro legalista que não viveu uma vida de compreensão da graça (Mas essa é só minha visão do livro, e não de Edwards em sua completude).

  3. Tiago Souza fev 10, 2015

    Bacana demais Ivandro. Muito boa a edição meu chapa!
    Existe algum outro podcast que trata sobre este assunto? especificamente a identidade reformada ou algo parecido?
    abraços amigo

  4. OsCabraCast nunca decepciona. Discussão de altíssimo nível.

    Eu tenho dificuldade em me considerar um reformado. Pelo menos esse reformado que é pintado nas redes sociais. Gente chata, arrogante, que considera a igreja presbiteriana a única forma saudável de ser igreja (sim, eu já vi gente assim). Se ser reformado é isso, obrigado mas eu tô fora.

    • Poxa, Jean, você é quem não decepciona com um comentário honroso desses! Ficamos muito felizes! Infelizmente, conheço alguns desses chatos, aliás já fui, certo tempo, um desses chatos! Rsrsrsrsrs Porém, a vida, a barriga maior e a queda de cabelo, me ensinaram a ser tolerante e amável com quem pensa de modo diverso! Enfim, muito obrigado pelo feedback! Sejá sempre bem-vindo à nossa cabruêra!

    • Bem verdade Jean…tem gnt assim por ai msm…muitos na verdade. Dentro desse meio reformado tem muita gnt que faz da linha teológica sua verdade…e a proposta da Reforma eh justamente quebrar com linhas teológicas e nos fazer refletir sobre as verdades.
      cara, muito bom seu comentário e continua ai nesse alto nível de papo.

  5. Bruno Souza fev 12, 2015

    Cara, normalmente ouço os episódios quando deito para dormir e esse episódio me fez ficar acordado até altas horas da madrugada! (kkk) Valeu mesmo todos os “Cabras” que têm preparado materiais tão edificantes… Não me envergonho de ser um reformado/calvinista ouvindo esses caras falando e defendendo o título com tanta autoridade, comparado com muitos extremistas por aí. Abraço, aguardando o próximo episódio.

  6. Como sempre, ótimo episódio. Não tenho nada a adicionar na discussão, pois está em níveis além do meu alcance, mas gostaria de citar minha opinião sobre essa galera que fica brigando na Internet por causa de visões reformadas e tal. Acredito que esse pessoal esqueceu em quem deve estar o foco de tudo 😛
    Mas pior que eles são os que acham necessário uma nova reforma e os que gostariam que o Brasil fosse perseguido para ter um “evangelho verdadeiro”.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

  7. Meus queridos, como é bom ouvir e ver o crescimento de vocês e a qualidade cada dia mais exposta nos seus episódios. Mais um tema importante e esclarecedor sobre o tema.

    Não me considero calvinista, nem reformado. Pra falar a verdade, não gosto muito dessa coisa de enquadrar e definir ideologicamente uma pessoa, afinal, pessoas mudam, pensamentos mudam, e acredito sim que independente de linha teológica estou livre para crer no 5 solas e ainda assim crer que não sou predestinado!

    Grande abraço, amo vocês!

    • Poxa, Franklin! Seu comentário nos deixa muito feliz! De fato, a mais importância na nossa relação fraterna e respeitosa do que as diferenças teologicas, ideológicas e filosóficas que nos difere um dos outros! Aliás, que graça teria se tudo fosse sempre uniforme, não é? Grande abraço! #tamojunto

  8. Talita do Vale fev 23, 2015

    Tô com as 5 solas e os cânones de Dort 🙂
    Estou em reforma. rs

  9. Victor abr 25, 2015

    Olá cabraiada, mais uma vez. Estou aproveitando as idas e vindas do trabalho para ouvir outros episódios. Devo dizer, excetuando o final do cast, que foi muito bem falado, fiquei decepcionado com o cast, ou com os argumentos utilizados. Deu a entender que para se fazer uma reforma real e de relevância, ou ter um cristianismo de impacto nessa sociedade, é muito necessário saber grego e hebraico e saber argumentar e ter estudado muito bem as doutrinas calvinistas, ou ser um apologeta. Se não foi essa a intenção, perdoem-me, mas foi o que deu a entender (exceto com o final).

    Uma coisa que aprendi estudando história da igreja é que isso, de certa forma (e eu digo somente, de certa forma) não é necessário à maturidade espiritual da igreja ou mesmo do crescimento de uma identidade reformada, que foi o foco. Porque foi exatamente, ou quase exatamente o que aconteceu nos séculos XVII e XVIII, com os seguidores de Calvino, que transformaram a religião numa questão de estudo de doutrinas e em defendê-las, o que deu numa mornidão absoluta da igreja em geral e gerou protestos na forma dos movimentos pietista, quietistas ou mesmo o metodista e que começou a mudar com o Primeiro Despertamento nos EUA e Inglaterra. O contexto histórico da época deles era bem diferente. Não havia distinção entre igreja e estado, então a questão de você mudar o pensamento religioso gerava uma mudança do Estado, o que levou esses reformadores a agirem daquela maneira e ganharem o status que tem hoje, pois mexeram também com a organização política da Europa. Hoje em dia, é diferente. Você ser um estudioso da religião cristã e saber todas as línguas originais e toda a bíblia decorada não gera esse impacto na sociedade. Como foi bem falado depois, estudar a vida desses reformadores é realmente importante e tentar imitá-los de algum jeito, mas dentro de certos limites.

    O que o cristianismo precisa é gerar um impacto em vidas, e isso só é conseguido com a vida de Deus no crente, sua vida espelhar a de Jesus Cristo (sabendo toda a doutrina calvinista ou não) e com isso eu concordo quando foi dito sobre a santidade e a vida de oração. Conheço algumas pessoas que não são conhecidas pela maioria, nem sabem nada de apologética cristã ou hebraico e grego, mas que geram um impacto profundo nas pessoas com quem cruza, por transbordar a vida de Deus, por sua conduta e ação. Tudo bem que o tema foi especificamente sobre a distinção da identidade reformada, mas eu creio que um cristão relevante não quer ser conhecido por saber demais coisas que se aprende em livros, coisas que acadêmicos dão valor (que certo momento foi o que vocês disseram – que está faltando acadêmicos cristãos relevantes), mas saber das coisas do Espírito, que somente pelo Espírito é possível saber, e passar isso aos outros pelo amor, não por conhecimento cognitivo. Isso é necessário também, mas nunca, de forma nenhuma, é o essencial ou o que está faltando.

    Desculpem-me pelo tamanho, mas foi o que percebi no cast (se não foi essa a intenção, desconsiderem, mas creio que muitos entenderam isso). E resolvi escrever isso porque já percebi quanto vocês prezam pelo conteúdo. Tenho gostado imensamente de acompanhar vocês.

  10. Cristiano Almeida jun 25, 2015

    Este episódio me fez refletir sobre o comprometimento real em se assumir como cristão reformado. Não convém que seja uma modinha passageira, não na minha vida. E também não deve me transformar num guerrilheiro que ataca a todos que possuem opiniões divergentes.

    Só fiquei com uma impressão ruim num aspecto. Foi só impressão minha ou só tinha calvinista no debate? Aliás, me desculpem mas não considero de forma alguma que “reformado” seja sinônimo de “calvinista”.

    A bem da verdade, o único rótulo que me orgulho de carregar é de servo de Deus. Os outros rótulos passam, esse fica.

    • Oi, Cristiano! Muito obrigado pelo teu feedback e seja sempre bem-vindo à nossa cabruêra! Olha só também não consideramos reformado como sinônimo de calvinista, como inclusive dissemos no episódio, que isso seria um reducionismo negativo e equivocado! De fato, nossos convidados são calvinistas, mas isso se deu porque, a priori, iríamos fazer um episódio sobre o movimento dos jovens calvinistas, que é alvo de alguma críticas (como a do Roger Olson em “Contra o Calvinismo”), mas ao começar a gravação percebemos que ele poderia ter um rumo mais amplo e optamos ali por redirecionar a nossa pauta para a construção de uma possível identidade reformada! Em virtude disso, acabamos por não termos um bom arminiano junto conosco! Mas quem sabe, em breve, não retomamos o tema com teólogos arminianos! Grande abraço e até a próxima!

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