#37 Meu corpo, minhas regras

24 de novembro de 2015

Fala, cabraiada! Há algumas semanas foi divulgado um novo mapa da violência contra a mulher no Brasil. O número de homicídios aumentou consideravelmente, totalizando, no ano de 2013, uma média de 13 homicídios por dia. Na contramão, cresce o debate sobre o feminismo e os direitos da mulher nas mídias sociais e tradicionais. Assédio sexual, violência doméstica, direito ao próprio corpo e livre aborto são temas que assolam as pautas em coletivos, podcasts, vlogs, blogs, programas de TV e ambientes universitários e domésticos. E aí, meu corpo, minhas regras?Leopoldo Teixeira e Ivandro Menezes convocaram Glória Hefzibá (BTCast) para conversar sobre esta e algumas outras tantas questões!

Citados no episódio

Meu corpo, minhas regras (Olmo e a gaivota)
Why Abortion is Immoral, Don Marquis
Journal of Philosophy, Vol. 86 (April, 1989), pp. 183-202

Colorado’s Effort Against Teenage Pregnancies Is a Startling Success
New York Times, 5 de Julho de 2015

Delas #02 Mulher Padrão: a beleza que buscamos
#SalaSocial: Da Alemanha, rei africano governa por Skype e faz vaquinha online

No Balaio

Vídeo – Jout Jout – Não tira o batom vermelho
Razão e Sensibilidade – Jane Austen
Selvática (Karina Buhr)
E-book – Meu corpo não é seu: desvendando a violência contra a mulher (Think Olga)
Clipe – Survivor (Clarice Falcão)
Liberalismo moral: “O corpo é meu e faço dele o que eu quiser” – Guilherme de Carvalho
Comida: Carne/Churrasco com Molho Chimichurri
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Créditos

A edição ficou por conta de Abner Melanias.
A vitrine deste episódio é de Rafa Souza.
Vinhetas criadas por Ariel Jaeger.
O tema de abertura é a música Cangaço da banda paraibana Cabruêra.

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12 comments on “#37 Meu corpo, minhas regras

  1. Discordo de alguns dos posicionamentos, especialmente o da convidada no tocante ao poder de decisão ser exclusivamente da mulher. Existem casos e acasos, o homem, religioso ou não, tem tanto direito de ser pai quanto a mulher de ser mãe. A decisão de aborto não pode ser unilateral, não pode ficar ao livre arbítrio da Mãe.

    É uma vida e cada ser tem suas próprias concepções, não se trata somente do corpo da mulher, mas de uma vida, de uma história, que afeta diretamente a vida do homem.

    Sou contra o aborto, no entanto, nenhum direito pode ser absoluto e acho justas e adequadas as hipóteses permissivas contidas no CP, tanto o sentimental, quanto o para preservar a integridade da mulher. Ambos são frutos de necessidades sociais e preservam outros valores de igual modo fundamentais.

    Independentemente de ser cristão ou não, me posiciono no sentido de que a vida é o bem maior a ser preservado. Vivemos em um mundo onde existem inúmeros meios contraceptivos, onde a educação sexual é outra. Vários mitos referentes a liberdade sexual já foram quebrados, especialmente a proteção exclusiva as “mulheres virgens” e a presunção absoluta de vulnerabilidade dos adolescentes.

    Existem casos e casos, lógico que o mundo não é como uma ciência exata, porém é inadmissível que seja decretada a legalização do aborto, isso seria estimular a prática de relações sexuais desprotegidas, que pode ensejar o crescimento de várias outras moléstias. As exceções não podem se tornar regras.

    Resumindo: O aborto é coisa séria e que jamais poderá ficar adstrita a mera vontade da mulher!

    • Glória Hefzibá nov 25, 2015

      “O aborto é coisa séria e que jamais poderá ficar adstrita a mera vontade da mulher!”

      Ou seja, a vontade da mulher não pode lidar com coisas sérias? Não espere ser levado a sério com esse tipo de afirmação.

      • Calma aí! Em que momento eu afirmei que a vontade da mulher não pode lidar com coisas sérias? Talvez a crescente dos movimentos feministas tenha feito a senhora ter interpretado minha colocação de uma maneira que não se coaduna com a realidade.

        Quando afirmei que: “O homem, religioso ou não, tem tanto direito de ser pai quanto a mulher de ser mãe”, quis igualar a situação fática, independente de gênero.

        A senhora se equivocou quanto a interpretação, pois jamais diminui a mulher em detrimento do homem.

        Em síntese, quis dizer que para existir um bebê é necessário Pai e Mãe e que o poder de decisão não pode ser exclusivo e ficar ao bel prazer da vontade da Mãe.

  2. Eduardo Urias nov 25, 2015

    Oxente! Esse deve tá arretado! Vamos conferir!

  3. Acho que nesse podcast vou achar pelo em ovo.kkkk.Baixando.

  4. João Lucas dos Santos nov 26, 2015

    Eu tenho um paradoxo: Vamos chama-lo de “Paradoxo do feto gay”.
    Vamos imaginar que uma mulher está grávida em um futuro distante em que é possível verificar se a criança será ou não gay (já que algumas pessoas afirmam que o gay nasce gay).
    Se a mulher resolver abortar por que a criança será gay devemos ver isso como “meu corpo, minhas regras” ou como homofobia?

    Att,

    • Glória Hefzibá nov 27, 2015

      O “crime de homofobia” exige do ofensor o animus de estar atuando motivado pelo fato de que o ofendido é homossexual. Seu paradoxo não existe.

  5. Episódio tenso (e necessário). Prefiro ficar neutro quanto a esse tipo de situação. Não porque quer fugir de algo, mas porque é um assunto delicado e qualquer opinião é passível de má interpretação. Como não sou muito bom em me expressar…
    Mas no mais, ótimo episódio!

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

  6. Victor nov 27, 2015

    Muito excelente, cabras, ainda mais com uma convidada tão ilustre assim. Sou muito fã da Glória. Tem opiniões e posicionamento fantásticos, como vi várias vezes no BTCast. Mas, pela primeira vez (tudo tem a primeira vez, Glória, me desculpe) vou ter que discordar de você, minha cara!

    Penso que, no caso de um casal, o pai da criança (não um estuprador, claro!) também deve ter poder de decisão sobre a vida da criança, logo, o corpo da mulher, de alguma forma, pois vai afetar a vida dele também. Não física, mas psicologicamente falando. Penso que, na hipótese de uma aborto ser permitido, (claro, não concordo com todas as situações) a opinião do pai deve também ser considerada, mesmo que não tenha o peso da opinião da mulher.

    O outro posicionamento é quanto às vestimentas da mulher. Não sei se ficou mal entendido, mas a ideia que se passou, com a fala da Glória, é que a mulher pode se vestir do jeito que quiser (considerando exceto, como ela falou, que ela vista-se para a glória de Deus), porque ela não tem como controlar e não é responsável pelo pecado alheio. Está certo em parte, porque devemos levar em consideração também se não estamos dando motivo para o irmão pecar no modo como nos vestimos, como falou Paulo em Romanos 14 e 1 Coríntios 8, 9 e 10 sobre a liberdade cristã. Que a nossa liberdade não seja pedra de tropeço ou sirva de escândalo para o irmão. “É bom se abster de carne, de vinho e de tudo o que seja causa de tropeço, de queda ou de enfraquecimento para teu irmão.” Então, aplicando o principio do texto a situação….não, a mulher não deve se vestir como bem queira, se isso der motivo para o irmão pecar. Não somos responsáveis pelo seu pecado, mas que a nossa liberdade não cause escândalo ao irmão mais fraco. Não sei se você deu essa ideia, Glória, mas foi isso que deu a entender.

    No mais, pensei que vocês iam citar o documentário que tem tudo a ver com esse tema, mas não falaram. Falo do filme “India’s Daughters”. Tem no Netflix. É sobre aquele caso de estupro coletivo de uma moça na India. O documentário é obrigatório pra quem ouviu esse cast. Se você pensa que sabe o que é machismo e discriminação contra a mulher, vai ver que vivemos num paraíso comparado com a India. O que acontece lá é perturbador. No final, o advogado dos estupradores diz que, se a filha dele fosse estuprada porque estava andando à noite à passeio, ele mesmo pegaria a filha, jogaria gasolina e a veria queimar viva. Ele falou isso em entrevista à tv!!! No final do documentário, passam as estatísticas de estupro e violência contra a mulher no mundo, inclusive no Primeiro Mundo, e é igualmente chocante, pra não dizer impressionante. O documentário todo é revoltante! Assistam! Abração a todos!

  7. Fala, galera.

    Episódio bacana, mas toca um ponto delicado. Hoje vivemos em uma era em que o ser humano se acha auto suficiente, dono de si mesmo, independente, etc… E quando o homem deixa de reconhecer que há um Deus sobre ele, passa a ser o Senhor de sua própria vida. Caso de um suicida, que lucidamente resolver dar cabo de sua vida.

    Agora, no caso de aborto, a situação complica ainda mais, uma vez que já não se trata mais somente da vida da mãe! A atitude de abortar, ao meu ver, é um reflexo da falta de amor de nossos dias. Mesmo em caso de gravidez gerada a partir de um estupro. Penso que, se a mãe não tiver condições de amar essa vidinha, o que é até justo dado o trauma que sofreu, que se entregue a mesma para a adoção de forma legal.

    Quis Deus que a mulher gerasse em seu ventre outra vida, e isso não pode ser discutido. Creio que a mulher pode se considerar dona de seu corpo sim, até que ela comece a gerar vida dentro de seu corpo. A partir desse momento, creio que devem sim existir meios para que esse indefeso seja protegido.

    Mas alguém vai argumentar que “existem milhares de crianças abandonadas por essa razão, no Brasil’, mas então que lutemos para que os meios anticoncepcionais sejam amplamente distribuídos, juntamente com campanhas de conscientização.

    Mas essa, amigos, é simplesmente a minha opinião.
    Parabéns pela excelente discussão.

    Rodrigo Oliveira – Resistência Podcast

  8. Willian Rochadel dez 11, 2015

    É um tema polêmico e tenebroso.
    Biblicamente é proibido, porém essa reflexão necessita de uma percepção social.
    A mulher que quer abortar, abortará seja como for, mesmo com riscos. Então, é mais adequado ser legalizado e haver uma política de assistência que permita a mulher um acompanhamento psicológico, social e mesmo de recomendação sobre adoção do que manter proibido e não ceder qualquer assistência.
    Os principais casos são justamente de mulheres economicamente vulneráveis, seja por dependência financeira da família ou então que vive sem condições financeiras.
    E neste ponto, aí sim a Igreja é responsável, responsável por dar assistência e não por impor regras ao Estado.

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