#50 Cultura do Estupro

7 de junho de 2016

Fala, cabraiada! Há algum tempo pretendíamos fazer um episódio que falasse sobre a tal cultura do estupro. Recentemente, fomos surpreendidos mais uma vez por um caso de estupro coletivo e, ao mesmo tempo, somos assolados por um discurso crescente, entre ditos cristãos evangélicos, de antagonismo aos movimentos de luta por direitos da mulher – colocados numa vala comum e estereotipada do feminismo, por exemplo -, que tem sido o lugar comum de debates e ações. Há um silêncio da igreja (ou de seus representantes mais notórios), não há #santaindignação, mas muitas vezes a repetição de discursos equivocados e a defesa de aspectos morais de desconstrução da vítima e minimização do ato em si. Não raro é também presente citações bíblicas a penas de morte, defesa de castração etc., ou seja, de uma resposta em âmbito sempre criminal. Nos reunimos com dois representantes do time Achando Graça, Franklin Almeida e Rodrigo Chaves (Base Bíblica), e convidamos o professor de Direito Penal e Processual Penal, Vinícius Lúcio, para pensar e refletir sobre as diversas faces da cultura do estupro e da violência contra mulher no Brasil! Traga a sua santa indignação e dê o play!

Ouça o papo das meninas no GraçaGirls #Extra – Cultura do Estupro

Em caso de abuso ou violência, denuncie! Ligue 180!

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Créditos

A edição ficou por conta de Ivandro Menezes.
A vitrine deste episódio é de Rafa Souza.
Vinhetas criadas por Ariel Jaeger.
O tema de abertura é a música Cangaço da banda paraibana Cabruêra.

 

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19 comments on “#50 Cultura do Estupro

  1. Lourival Gonçalves jun 7, 2016

    Vivemos em tempos conturbados e horríveis.Baixando aqui.

    • Espero que nesses tempos possamos ler o teu comentário! Volte logo e comente, Mr. Sparrow!

      • Lourival Gonçalves jun 13, 2016

        Hoje as pessoas parecem viver em estado de anomia.Hoje a “permissividade” parece ser algo possível e estar na mídia é a nova moda.Isso parece ser um absurdo,mas é algo vívido nesses dias.Eles não somente fazem como também não têm medo de expor suas barbáries.
        Estão desconstruindo as bases da sociedade em detrimento de um cultura espúria e desarranjada.Na verdade,a suma disse tudo é,perdeu-se o caminho e clamam em alta voz; “Cada um por si e Deus por todos.”
        Jogo no Balaio o Documentário A filha da Índia. https://www.youtube.com/watch?v=YwKyCSzd2ZE

  2. Eduardo Urias jun 7, 2016

    Será que virá textão para o Heder ler? hahaha
    Não garanto que serei eu a escrever, mas vou voltar para comentar, viu padre Ivandro? rsrsrs

    • Cuide logo de vir comentar, seu cabra!

    • Filipe Falcão jun 8, 2016

      Essa cabra Eduardo Urias não perde um, é arretado mesmo.. Na espera também do seu retorno nos comentários! Rsrs

    • Eduardo Urias jun 19, 2016

      Fala cabraiada! Voltei pra fuxicar um taquin por aqui!!! Demorei com força, pois a agenda apertou de forma que arrochou as tripas!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Realmente muito bom esse episódio! E os convidados foram de peso (sem trocadilhos com o Franklin kkkkkkkkkk). Bem abordados os temas.
      Muito bom o jeito que foi explanado essa questão da cultura do estupro. Deu para redefinir bem os conceitos. E podemos assim concluir que não se trata de uma cultura onde se ensina a estuprar em si, mas se trata de algo mais sério. No caso, estamos falando de uma cultura de impunidade atrelada a descasos e negligências de fatos. E infelizmente, a vítima sempre fica no prejuízo, mesmo quando o criminoso é punido.
      Falando de forma mais geral, quando alguém sofre alguma lesão de qualquer natureza, seja material, física ou psicológica, geralmente as pessoas costumam procurar saber os fatos para, na maioria das vezes, culparmos a vítima. E isso deveria ser um absurdo, porém já está impregnado na sociedade. E quando vamos tratar de algo mais específico, como o estupro, adiciona-se certos costumes que negligenciam a forma de como se deveriam enxergar as mulheres. Onde costumes sutis, geram conseqüências catastróficas, como o ato violento em questão.
      Como exemplo, podemos citar que para muitos é comum numa festa deixar a mulher embriagada, para que assim possa-se ter o coito com a mesma. É uma atitude muito praticada, mas será correta? Usando a empatia, quem está sendo prejudicado e quem está curtindo a relação? O pior é que nem mesmos a maioria das mulheres tem noção de que foram violadas de forma criminosa, e os homens que cometem isso, acham que estão sendo “os caras”. Essas atitudes, dentre outras devem ser repensadas.
      A palavra que falta na cabeça da maioria dos seres humanos é EMPATIA. Quando nos colocamos no lugar do outro, podemos refletir muitas coisas. Como no caso de uma roupa curta, existem muitas razões para uma mulher querer se vestir assim: pode ser pelo calor, pelo conforto, por achar que está bem apresentável, achar que a ocasião permite, ou até mesmo atrair olhares, entre outras. Mas isso não dá o direito de ninguém invadir o limite do espaço alheio. E esse limite seria justamente o espaço que essa mulher lhe daria, que varia para cada pessoa.
      E puxando para o lado cristão, na maioria dos casos, os homens usam os textos que deveriam equilibrar a questão de relação entre homens e mulheres (maridos e esposas) e colocam suas doses de machismo chauvinista ali. Onde acabam diminuindo o valor das mulheres. Daí, por inércia de um verdadeiro posicionamento cristão, surgiu movimentos feministas, que no seu início foi de grande importância, porém hoje esse movimento ganhou uma amplitude de pensamentos e divisões que estão fora dos padrões cristãos. E como foi dito por nosso padre Ivandro, os cristão é contra o movimento feminista, mas deixa que este faça alguma coisa para resolver os problemas das mulheres.
      Não devemos esquecer que o papel masculino bíblico é dar a vida pelas esposas, assim como Cristo deu por sua noiva (igreja). E podemos amplificar para as mulheres em geral. Não estou dizendo que as mulheres são sempre as donzelas em perigo que precisam sempre dos homens para ser salvas de qualquer coisa. Estou dizendo que nossa atitude deve ser sempre de o herói e nunca o vilão da história.
      Cabe a nós disseminarmos essa corrente do bem. Para que numa geração futura, esse problema seja pelo menos mínimo.
      No mais, parabéns pela iniciativa desses crossover. Quanto mais pessoas souberem que existe esse problema, maior a chance de buscar uma solução!
      Abraços!!!

  3. JANDERSON BARBOSA TORRES jun 7, 2016

    Fala Cabraiada!!!
    Primeira vez comentando aki, Uhuuuuuu!!!!
    Muito bom Episódio, parabéns pelo excelente trabalho de vcs!!
    Só queria deixar registrado, que o Felipe Falcão começa assim mesmo, nervosismo nivel hard, depois vai “Miorando”, logo logo ele fica “Malamolente” como todo bom baiano. Falo isso pois sou da mesma igreja que ele, conheço bem esse cabra!!
    Abraços e fiquem na Paz!!!

  4. Cara
    escutei os dois episódios, e ambos estão excelentes…
    este é sim um tema que precisa ser debatido, principalmente dentro das igrejas

    mas como disse lá no GraçaGirls, nada justifica essa prática, nada justifica a mulher ser sempre tradada como um objeto do homem. Precisamos entender que não é roupa, não é cabelo, não é estilo musical, não é profissão, não é o jeito que gosta do sexo e sim a mentalidade, porque o homem precisa “descarregar” toda hora, o homem, não consegue pensar nas consequências tanto para ele quanto para a mulher, o homem precisa sempre estar por cima, seja profissional, seja salarial, seja educacional, seja na cama.

    Infelizmente ainda precisamos aprender muito, e mudar muito

    fica aqui minha #SantaIndignação (haha)
    um abraço galera
    excelentes episódios

    Abner Lobo

  5. Bruno Souza jun 7, 2016

    Valeu, Cabras! Gostei do papo. Mesmo tendo dificuldades com o termo “cultura do estupro” gostei da forma como abordaram. O papo das feministas (e aqui não quero generalizar, mas vou correr esse risco) não faz sentido sobre esse assunto, justamente porque eu não vejo quase nenhuma delas falar de moral como vocês trataram, do problema da pornografia, transformando a mulher num objeto sexual, através de musicas, mídia etc. E isso não é somente culpa do machismo, como a maioria delas ficam batendo, pois, como sabemos, há tanto homens como mulheres que propagam isso. E se não tivermos cuidado com o termo proposto, essa generalização da culpa vai tornar tanto o agressor como a vítima em culpados (lembrando do que Ivandro disse no episodio a respeito das meninas que gritaram que eram putas num determinado show). Por isso não podemos deixar de lado a questão da punibilidade e da justiça. Pois sabemos que, como cristãos, o problema do homem é o pecado. Enfim, essa é minha tentativa de colaboração pro assunto.

    • Fala, Bruno! Ontem tive uma oportunidade de falar sobre o tema em uma livraria aqui da cidade e tinha presente meninas de um coletivo feminista e outras mulheres e fiz esse questionamento sobre a sensualização vista inclusive em ícones do pop (como Beyoncé, Valeska etc.) e em todas as falas manifestam afirmaram que entendiam que isso ainda era uma espécie de submissão à um padrão predominantemente machista! E, num dado momento, suscitei que nos extremos morais (a pornografia e a religião) temos essa propagação dessa cultura e, mais uma vez, senti concordância.

      Entendo sua objeção à ideia de cultura e seus desdobramentos, mas ontem expliquei mais detidamente que estes conceitos são construídos sobre bases semióticas, ou seja, vão s ampliando ou se modificando ao longo dos anos, expandindo ou reduzindo o seu alcance. Para mim, isso não invalida o uso do conceito desde que devidamente explicado o que se compreende sobre. Lembro de uma fala do Franklin Ferreira sobre o esvaziamento e/ou imprecisão do termo “reformado”, é bem nessa linha, pode significar o que era originariamente ou simplesmente soar bem estranho e diverso desse sentido originário. Assim, continuo entendendo que há uma cultura do estupro, ou seja, uma cultura de violência contra à mulher perpetrada pela objetificação da mulher e sua dimunicao a um papel subalterno e inferior. É interessante frisar que homens e mulheres intrometam estas definições de papéis como naturais, como postos previamente e, por conseguinte, devendo ser mantidos.

      O problema é bem mais profundo e demanda uma mudança significativa e estrutural de pensamento e prática.

      Por fim, me incomoda essa difamação de movimentos sociais (como, no caso, o feminista) por uma esterotipização a partir de certos elementos performático ou vertentes de pensamento deslegitimando temas e demandas legítimas e relevantes socialmente. Como disse em outro momento, é como me comparar ao Malafaia ou ao Feliciano porque estes são os exemplos de cristãos que aparecem, que estão na mídia, colocando-se como porta-vozes de todos os evangélicos! Eu me incomodo em ser agrupado nesse bloco pela ignorância clara de muitos que assim o fazem. Infelizmente, em nosso meio, muitos têm agido da mesma forma. Seriam nossa versão contemporânea de gentios (zombadores e opositores da fé) e fariseus (religiosos tradicionalistas, hipócritas e ignorantes)?

      Tenho medo desse cristianismo limpinho, defensor de um Evangelho de “empoderamento” teórico e de nenhuma relevância social e efetiva! E, por vezes, com imensa tristeza, é o que tenho visto predominar em muitas timelines e discursos ditos cristãos!

    • Valeu mesmo pelo comentário! Sempre bom te ler por aqui!

  6. Silas da Silva Santos jun 9, 2016

    Ainda não tive tempo de ouvir todos os podcasts dos Cabras. Mas, posso dizer que este provavelmente pode figurar entre os melhores. Gostei muito do papo e saí com mais bagagem para poder discutir o assunto na roda de amigos, e claro, tentar acordar os membros da igreja a qual frequento para o tema, que está tão em alta nas redes e (sim Rodrigo Chaves) muito pouco comentado nos púlpitos. Agradeço, de verdade pelo excelente serviço de vcs Cabras! Continuem nesta força!

  7. Ótimo episódio pessoal. Extremamente necessário nesse momento! Já escutando o GraçaGirls 😉

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

  8. Algumas concordâncias, algumas discordâncias, no geral bastante válido! Discussão necessária! Parabéns, pessoal!

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