#58 Sobre Marx e o marxismo

9 de outubro de 2016

Fala, cabraiada! Estamos de volta em mais um episódio e desta vez para tratar sobre Marx e o marxismo. É fato de que muitas vozes têm se levantado no meio cristão e fora dele contra o marxismo, seja afirmando que há doutrinação em escolas, sobre teologias marxistas, sobre a incompatibilidade entre marxismo e cristianismo. Mas sobre o que é o marxismo? Quem foi Karl Marx? O que é marxismo cultural? Então, para bater este papo convocamos o Prof. Edvaldo Alves (UFPB), doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos, para falar sobre este tema. Afinal, quem tem medo do marxismo?

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Na trilha do episódio

Créditos

A edição ficou por conta de Ivandro Menezes.
A vitrine deste episódio é de Rafa Souza.
Vinhetas criadas por Ariel Jaeger.
O tema de abertura é a música Cangaço da banda paraibana Cabruêra.

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18 comments on “#58 Sobre Marx e o marxismo

  1. Alan de Oliveira SIlva out 11, 2016

    Depois desse CAST, pude ver com mais clareza a distância entre marxismo e cristianismo.

  2. welber out 11, 2016

    Muito relevante o podcast pessoal, fico pensando : o que Marx pensaria dos seus críticos de Hoje? O que ele falaria da teologia da Libertação? Dessa direita dr hoje e desse espírito conservador que dominá a sociedade?

    • Rodrigo Malheiros out 12, 2016

      Não sei Marx, mas há a Escola de Frankfurt, que discutirá a partir da perspectiva dialética questões da contemporaneidade, como a Indústria Cultural, fenômeno que transforma em mero entretenimento qualquer tentativa de produção cultural. É excelente para entender o fenômeno Gospel, por exemplo.

  3. welber out 11, 2016

    Me esqueci da Missão integral também…

  4. Rodrigo Malheiros out 12, 2016

    Cabraiada de Cristo, é um prazer poder comentar sobre o podcast 58, pois esse tema, Marx e o Marxismo, sempre foi e será difícil de ser discutido. O professor fez uma explanação perfeita. Muito didática e sistematizada. De fato, para um ateu ou descrente, a concepção marxista cai como uma luva. Para nós crentes digo que é preciso compreender bem todos aspectos dessa maneira de analisar a história da civilização moderna. Chama-me atenção a questão da luta de classes. Confesso que em muitos pontos concordo que a sociedade cria discursos variados para desviar pontos importantes que problematizam a dinâmica social, como as contradições nas relações de trabalho. Recomendo ver a peça O DEUS DA FORTUNA, do COLETIVO DE TEATRO ALFENIM, de João Pessoa. é uma visão sobre o capitalismo desde de sua forma primitiva açambarcadora até sua forma de especulação financeira. Abraço a todos.

    • Valeu, Rodrigo! O Alfenim é maravilhoso! Fiquei maluquinho para assistir “Memórias de um cão” (baseado em Quincas Borba de Machado de Assis), mas não consegui ir a João Pessoa! A sugestão é mesmo excelente!

  5. Acho que esse episódio precisaria escutar com atenção dedicada. Escutei na academia e em alguns momentos fiquei perdido nas explicações do Prof. Edvaldo. Gostei da condução do Ivandro, pra comparar com o Cristianismo.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

  6. welber out 13, 2016

    Analfabetismo Funcional seria uma boa pauta para um programa? Ate para descobrir se eu tenho ela ou ñ kkkkk

  7. Fala, cabras! Absorvi que a proposta do programa foi, além de explicar o marxismo a partir das palavras de uma pessoa que o conhece a fundo, demonstrar que na realidade ele não se trata exatamente do que se lê e ouve nos discursos regidos pelo senso comum, seja os oriundos da direita ou da esquerda. Com isso, o programa se configuraria de certa forma como uma defesa do pensamento de Marx. Se é que entendi direito.

    Achei muito interessante perceber que o mesmo programa gerou em algumas pessoas uma recepção positiva e, em outras pessoas, negativa. Pessoalmente, posso dizer que nunca me interessei por me aprofundar no real ensino de Marx, nunca formei uma opinião completamente negativa ou positiva, mas sempre percebi ações bem negativas (e agora diante do que ouvi aqui, incoerentes) por parte de muita gente que se diz marxista. Vim ouvir esse episódio de braços abertos. Achei coerência em muitas das ideias dele, ao mesmo tempo que achei incoerência em certos pontos. Assumo a atitude de observar tudo e reter o que é bom. Reforcei meu pensamento sobre o ensino de Marx, assim como sobre tantos outros pensamentos sociais e políticos, de que se trata de algo com certos aspectos válidos, mas que não se trata de um conceito perfeito em sua essência e ideal para resolver os problemas das sociedades. Marx, enfim, não é um messias como alguns o pintam, consciente ou inconscientemente.

    Não vou entrar em pormenores a respeito do que concordo e discordo pois não me considero expert, como o é o professor Edvaldo Alves. No geral, gostei bastante. Muito esclarecedor.

    Vida longa à cabrueira!

    • Fala, Cristiano! Sempre bom ler teus comentários, cabra! A nossa intenção não foi fazer uma defesa do pensamento marxista, mas uma exposição de suas ideias não pela lente de seus críticos. Daí escolhermos convidar um pesquisador das ideias de Marx.

      Acho sempre interessante entender o lado oposto daquele que comumente nos posicionamos.

      Bom ver que você veio de braços abertos e que absorveu coisas positivas no episódio. Agradecemos sempre a Deus por isso! Abraço grande!

  8. Fabrício Luz nov 13, 2016

    Muito bom o podcast. parabéns aos envolvidos.

    Conhecendo melhor as reflexões de Marx sobre a sociedade, fica mais nítido o porquê de certas ideologias econômicas serem alçadas ao status de “religião”, seja o marxismo ou o liberalismo extremo: seus adeptos elegem um ideal e demonizam todos os que lhe contrapõe.
    Óbvio que devemos lutar contra injustiças e desigualdades. Óbvio que devemos nos opor ao “status quo” artificialmente imposto; óbvio que não podemos nos conformar com a injustiça.
    Mas também é óbvio que não é artificial e ilegítima toda construção social. Ao que parece, o extremo do marxismo cultural é “desconstruir” tudo em nome da luta de classes, visando destruir o “status quo”. Mas nem tudo é construção cultural imposta “pela classe dominante”. Há valores perenes, inatos ao espírito humano e desenvolvidos com o tempo histórico. E também desvalores.

    Por isso soa muito esquisito dizer que a marginalidade é uma “luta de classes” oprimidas contra classes dominantes, como se todo crime fosse fruto de pobreza, e pior: como se todo pobre tivesse que “ser” delinquente contra a sociedade opressora para ser um agente de mudanças.
    Os maiores crimes de lesa-patrimônio são cometidos por gente que não passa fome nem necessidade, isso é do ser humano (e sabemos o porquê).

    Por exemplo: a família é construção social consagrada. Mas por ela ser “defendida” pela moral cristã e conservadora, é demonizada pelo pensamento de esquerda, que vê nela a primeira doutrinação “burguesa”. Logo, “vamos desconstruir a família”.
    Por coisas como essa que não dá para ser da “religião” da esquerda. Nem da direita.
    Parafraseando um rapaz (que não lembro o nome) do Movimento Mosaico: o cristão não é de esquerda nem de direita, é do Caminho. E o Caminho às vezes deriva para a esquerda, outras para a direita.
    Deixemos a religião dos ateus de lado.
    E eles que nos ataquem com frases como: “- Você não entendeu” ou “- Vá estudar”. Tanto faz, afinal a religião deles explica simplesmente tudo e exige que os outros estejam completamente errados.

  9. jordan Arley nov 21, 2016

    Uhmnn não sei porque tive a impressão de certos temas “polêmicos” desse senhor chamado Marx, pontos de sua vida pessoal, e de sua doutrina não serem abordados. Acredito que esses pontos sejam fundamentais para desvendar a sua maneira de pensar e ver o mundo de sua época. Acho que vale a pena chamar o mesmo entrevistado para comentar esses e outros pontos dessa figura. Ficou ecoando na minha mente depois de ouvir o cast e ler os comentários, a velha máxima que é ventilada pelos defensores utópicos: professores e universitários e outros amantes da ilusão socialista do “deturparam marx!”.
    Vale mais um cast com esses pontos! Foi bom ouvir o ponto de vista do convidado. Mas, quero ouvir ele falar de pontos nefasto da doutrina do barbudo que inspirou tantos ditadores totalitários a causar os maiores morticínios da história moderna.

  10. Albuquerque, Alan dez 30, 2016

    Espero que haja um podcast com um contra ponto…

    • Oi, Alan! Nossa intenção era de melhor esclarecer as ideias do Marx, mesmo divergindo de várias delas. Para tanto, compreendemos que ouvir um professor que pesquisa e desenvolve trabalhos de verve marxiana seria interessante. Porém, a ideia de um contraponto não é de se descartar! Obrigado pela sugestão e comentário!

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